Saberes e práticas dos adolescentes na prevenção das doenças sexualmente
transmissíveis
1 Introdução
A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano em que os indivíduos sofrem
grandes transformações orgânicas, cognitivas, socioculturais e afetivas, as
quais interferem significativamente em seu relacionamento de ordem familiar,
escolar e social.
Os jovens que estão vivenciando essa fase caracterizam-se também por sua
vulnerabilidade às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) e ao Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV), e isso ocorre devido à liberação sexual, à
facilidade dos contatos íntimos, aos estímulos vindos dos meios de comunicação,
que propiciam os contatos sexuais precoces. Além disso, acreditamos que a
desinformação, por sua vez, também favorece a vulnerabilidade e,
conseqüentemente, o risco de contaminação por essas doenças, preocupante para a
sociedade, pois o aumento da incidência entre os jovens está crescendo
significativamente.
Os dados epidemiológicos evidenciam a importância de que os jovens sejam
orientados em relação à prevenção das DST's, HIV/AIDS desde cedo e não quando
já estão tendo relação sexual, como acontece na maioria das vezes.
Para os pais, o papel de orientação é uma tarefa muito difícil, pois a falta de
diálogo, os preconceitos e tabus estão muito presentes em suas culturas e, na
maioria das vezes, eles utilizam o silêncio como mecanismo de defesa.
Em contrapartida, as escolas em geral também possuem dificuldades em trabalhar
esses temas, pois ainda não existe preocupação das autoridades educacionais e
da escola para que uma disciplina possa fazer parte dos currículos escolares ou
da formação dos professores. Além disso, o contexto cultural, ou seja, os
tabus, os mitos e preconceitos também dificultam a abordagem desses temas em
sala de aula.
A partir dos primeiros casos registrados de HIV e AIDS no Brasil, em 1982 e
1983, a disseminação desta doença tornou-se cada vez maior e, para entendermos
a epidemia, devemos analisar o contexto brasileiro, desconstruindo algumas
representações em torno dela, tanto no que se refere à cultura brasileira como
no imaginário internacional da doença.(1)
A epidemia de AIDS no Brasil, nas últimas duas décadas, mudou profundamente
nossos modos de viver e entender o mundo, desenvolvemos diferentes estratégias
de governamentoe assumimos variados discursos sobre prevenção, disciplinamento
e resignificação de condutas, principalmente as sexuais. Avançamos de uma
compreensão da epidemia como um mal das elites masculinas homossexuais para um
cenário onde a noção de risco modifica-se pelos deslocamentos produzidos na
infecção pelo HIV, impondo-nos a constatação de que a epidemia é de todo o ser
humano e não apenas de alguns.
Comentando os dados apresentados na 1ª Pré-Conferência Estadual de DST/AIDS, em
porto Alegre, um estudo aponta que o Brasil está entrando no novo século com
mais de 190 mil casos registrados. Desses, 6.750 são crianças, 139.502 são
adultos do sexo masculino e 44.697 do sexo feminino. O Boletim Epidemiológico-
AIDS aponta mais de 230 mil casos de AIDS atualmente no país(2).
A busca de ações que possam deter o crescimento da epidemia passa,
necessariamente, por sua discussão nos espaços escolares. A escola é um dos
locais que pode ser destacado como apropriado, pois poderá estar desenvolvendo
e reestruturando conhecimentos sobre os modos de convivermos com a epidemia.
Frente a tal contexto, este estudo tem como objetivo avaliar o conhecimento que
os adolescentes possuem em relação à prevenção e à transmissão das DST's, HIV/
AIDS em uma escola de ensino fundamental.
2 Metodologia
O estudo foi realizado em uma Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio,
situada em um bairro popular, do município de Canoas, Estado do Rio Grande do
Sul. A população estudada envolveu 121 escolares de 5ª à 8ª séries, do turno da
manhã, com faixa etária que se distribuiu entre 12 anos a 19 anos.
A amostra foi selecionada utilizando-se a técnica de amostragem aleatória por
emparelhamento, tendo em vista que existem diferentes quantidades de turmas de
cada uma das séries estudadas. Assim, envolvemos na pesquisa estudantes de 5ª,
6ª, 7ª e 8ª séries, totalizando quatro turmas. Os alunos foram selecionados de
forma voluntária por interesse de participação, e o critério utilizado foi o de
estarem cursando uma das séries da etapa final do ensino fundamental.
No que se refere aos aspectos éticos, a autorização foi solicitada através do
termo de consentimento, entregue para a direção da escola. Posteriormente, a
direção reuniu os pais dos alunos para explicar o projeto e solicitar a sua
autorização para que este pudesse ser desenvolvido, sendo que esta também foi
concedida.
A coleta de dados ocorreu no mês de março de 2002, o instrumento utilizado para
a verificação de dados foi um questionário, elaborado com questões abertas e
fechadas, que explora variáveis referentes às formas de prevenção e de
transmissão das DST's, HIV/AIDS. Os alunos propuseram que, após essa atividade,
fosse aberto um espaço para que fossem discutidas as questões do questionário e
as eventuais dúvidas que surgissem.
Para realizar a análise dos dados, foi utilizado o software Sphinx Léxica,
sistema que disponibiliza o tratamento de dados, tanto quantitativo como
qualitativo. Nas questões abertas, esse sistema proporciona leituras e
interpretações adequadas e rápidas. O tratamento dos dados é objetivo, mas
também realiza leituras subjetivas(3).
3 Saberes e práticas dos adolescentes
Os resultados apresentados neste capítulo referem-se à análise das respostas
dos sujeitos envolvidos no estudo e serão apresentados através das seguintes
categorias: início da vida sexual, método de prevenção, doenças sexualmente
transmissíveis, transmissão das DST's, transmissão de HIV e AIDS e os mitos a
ela relacionados.
4 Os Sujeitos
A investigação envolveu 121 adolescentes, entre a faixa etária de menos de 12 a
19 anos de idade, de ambos os sexos; sendo 52,1% do sexo feminino e 47,9% do
sexo masculino, todos alunos da 5ª à 8ª séries, de uma escola básica do
município de Canoas - RS.
5 Vida Sexual Ativa
Examinando as respostas dos adolescentes, foi possível verificar que 76,0%
informaram não possuir vida sexual ativa até o momento, 22,3% informaram que já
iniciaram a vida sexual, e 1,7% não responderam a questão, os adolescentes com
menos de 12 anos compreenderam 4,1% dos que já iniciaram as relações sexuais,
os de 12 a 14 anos, 9,1% e 14 a 16 anos, 9,9%, assim, podemos verificar que a
idade média de início da vida sexual está entre 12-16 anos.
É importante ressaltar que a liberdade sexual, na qual os adolescentes estão
inseridos, além de estimular a iniciação da relação sexual precocemente, os
torna vulneráveis as DST's/HIV, pois eles buscam, através da liberdade,
contatos com novos desafios, tornando-se assim desafiadores das questões
referentes à sexualidade.
Há uma tendência na diminuição da idade da primeira relação sexual. No Brasil,
a idade média é de 16,9 anos para meninas e 15 anos para os meninos, sendo que
essa iniciação precoce não vem acompanhada de cuidados com a anticoncepção, 26%
da população feminina de 15 a 24 anos já viveu uma gravidez, sendo que a mesma
foi indesejada para 40% dessas jovens(4).
Dados semelhantes em relação a essa precocidade foram encontrados em outro
estudo (5) onde foram entrevistados 36 adolescentes do sexo feminino, com
idades entre 11 e 17 anos, observando, quanto à idade da primeira relação
sexual, que oito adolescentes, 22,22%, já haviam tido a primeira relação
sexual. Dessas, cinco adolescentes 62,5%, estão na fase de adolescência tardia,
a qual compreende as idades de 15 a 17 anos, e o fato mais importante é que
três adolescentes o fizeram em idade muito precoce, na fase da adolescência
inicial, entre 10 a 15 anos. Para essa pesquisa, considerou-se a classificação
do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, que divide o período da
adolescência em inicial, compreendendo de 10 a 15 anos, e em adolescência
tardia a faixa etária entre 16 e 19 anos.
As famílias estão presenciando as mais diversas mensagens de apelo sexual, as
quais são transmitidas pelos meios de comunicação e o corpo e a sexualidade
tornaram-se produto consumível destes meios de comunicações(4).
Após os anos 60, ocorreram diversas mudanças referentes à sexualidade, dentre
as quais podemos citar as transformações culturais que resultaram em novos
valores e comportamentos sexuais entre os adolescentes e os mais diversos
grupos, e isso fez com que esses grupos, principalmente os adolescentes, se
tornassem mais vulneráveis a adquirirem doenças, principalmente as sexualmente
transmissíveis(6).
6 Anticoncepção/Prevenção
De acordo com as respostas obtidas, os resultados encontrados: 78,4% informaram
que não iniciaram sua vida sexual até o momento do estudo, enquanto que entre
os 21,6% de adolescentes que têm vida sexual ativa, 17,6% utilizam o
preservativo masculino e 4,0%, anticoncepcional oral.
Com esses dados, podemos observar que um percentual de 4,0% dos adolescentes
utiliza como método contraceptivo o anticoncepcional oral e isto demonstra que
estas adolescentes estão preocupadas somente com a gravidez e não com o risco
da transmissão das DST's e HIV através do sexo desprotegido, ignorando os dados
epidemiológicos que apontam as mulheres jovens como as maiores implicadas no
crescimento dos índices da epidemia.
Segundo dados do Ministério da Saúde os casos de AIDS em indivíduos do sexo
masculino, com faixa etária entre 13 e 19 anos, e ano de diagnóstico - 1980 a
2001, no período de 2001, compreenderam 0,8% dos casos dessa doença, enquanto
que os casos em indivíduos do sexo feminino,segundo faixa etária e ano de
diagnóstico - 1983 a 2001, também com idade entre 13 a 19 anos, compreenderam
2,2%(7).
Isso, também, foi observado em outro estudo que evidenciou que as adolescentes
não se preocupam com a transmissão das DST's/AIDS ao utilizarem apenas a
camisinha masculina como método anticoncepcional, sendo que oito adolescentes
fizeram parte desta análise. O que preocupou foi o relato da maioria das
adolescentes, perfazendo um total de cinco, que se expõem freqüentemente a
relações sexuais sem o uso do preservativo, correndo, assim, o risco de
gravidez e da contaminação por DST's/HIV(5).
No que se refere às estratégias de prevenção do HIV referidas apontamos que:
para 31,8% dos adolescentes, a estratégia de prevenção do HIV é o uso de
preservativo; 21,5% referem o uso individual de seringas e agulhas descartáveis
ou esterelizadas; 14,5% indicam o cuidado com a exposição a material biológico
(seringas, agulhas, bisturi,...); 11,7% à prevenção através do controle do
sangue e derivados; 11,7% verificar se os órgãos sexuais apresentam lesões
antes da relação sexual; e 8,9% não responderam.
No que se refere à prevenção, poderíamos dizer que este grupo de adolescentes
possue um certo conhecimento em relação às estratégias de prevenção, mas isto
não garante que eles, ao estarem diante de comportamentos de risco, utilizem
estas estratégias como prevenção.
Segundo dados do Ministério da Saúde quanto à distribuição de casos de AIDS em
indivíduos do sexo masculino com 13 anos de idade ou mais, segundo a categoria
de exposição hierarquizada e ano de diagnóstico ' 1980 a 2001 - a que
representa a exposição sexual abrangeu 70,8% dos casos, sendo que 16,4% deles
referem-se aos casos de exposição homossexual, 14,1% à bissexual e 40,3%
relacionados à heterossexual e, em relação à categoria de exposição sangüínea,
totalizou 11,5% dos casos, que representam 11,4% dos casos da categoria de
usuários de drogas injetáveis (UDI), 0,1% dos hemofílicos, zero casos da
transfusão e 17,7% dos casos referem-se à categoria ignorada(7).
No que se refere aos casos de AIDS em indivíduos do sexo feminino com 13 anos
de idade ou mais, segundo categoria de exposição hierarquizada e ano de
diagnóstico ' 1983 a 2001, a categoria de exposição sexual totalizou 76,7% dos
casos de exposição heterossexual e na categoria de exposição sangüínea (UDI)
totalizou 5,1% de casos, zero caso da categoria transfusão e 18,2% dos casos de
formas de transmissão ignorada.
Com esses dados podemos verificar que a categoria de exposição sexual e
sangüínea tem apresentado índices muito significativos e, diante disso,
comprova-se cada vez mais a necessidade de que sejam desenvolvidas ações de
prevenção voltadas para esses adolescentes como prioridade para o controle da
epidemia no país.
7 Doenças Sexualmente Transmissíveis
No que se refere aos conhecimentos relacionados à transmissão das DST's,
podemos observar que esse tema não é totalmente desconhecido dos adolescentes
que participaram do estudo. Contudo conhecimento e desconhecimento se mesclam
nas questões analisadas. Podemos observar que 11,2% dos adolescentes
responderam que elas são infecções transmitidas através do contato sexual
protegido (com o uso do preservativo); 6,0% não respoderam, 3,0% responderam
que são alergias, e 79,9% assinalaram que as DST's são infecções transmitidas
através do contato sexual desprotegido (sem o uso do preservativo).
Embora o número de adolescentes que evidenciam um bom nível de conhecimento
seja significativo, preocupa-nos que 20,2% dos jovens ainda desconheçam os
mecanismos de transmissão das DST's.
Percentuais significativos também foram encontrados na segunda fase de um
estudo, o qual, dentre suas questões, tinha uma de verdadeiro ou falso, com o
objetivo relacionado à temática da transmissão do portador assintomático; e um
dos percentuais encontrados foi que 25,64% dos adolescentes responderam à
questão como sendo falsa, ou seja, afirmando que não existe transmissão através
desse tipo de portador(8).
8 Transmissão do HIV
No quadro acima, observamos que 46,2% dos adolescentes responderam que a
relação sexual é a única forma de transmissão do HIV. Acreditamos que este
resultado seja em conseqüência de os jovens estarem presenciando inúmeras
campanhas dos órgão governamentais e não governamentais relacionadas à
transmissão sexual do HIV, mas infelizmente, a mesma ênfase não está sendo dada
às demais formas de transmissão.
O mesmo foi observado em outra investigação em relação ao conhecimento das
entrevistadas acerca do modo de contaminação do HIV, e a referência principal
encontrada foi a via sexual, mas algumas das entrevistadas acrescentaram a via
perinatal e a sangüínea(6).
Após a análise das alternativas de respostas referentes à transmissão do HIV
(Quadro_1) podemos observar que um percentual significativo de alunos ainda não
tem clareza das formas de transmissão do HIV.
9 Mitos Relacionados à Transmissão do HIV
De acordo com a análise das próximas alternativas, podemos verificar a
existência marcante de alguns mitos relacionados à transmissão do HIV: para
16,3% a transmissão do HIV ocorre usando o banheiro, piscinas ou sauna; 29,1%
responderam que acontece transmissão através da saliva; para 11,8% o HIV é
transmitido através de roupas de cama; 14,7% responderam que isso acontece
através do uso de talheres, copos, pratos e outros utensílios; 4,0% responderam
que o HIV é transmitido através do suor ou lágrima, 21,0% destacaram a
transmissão através do chimarrão e 12,6% responderam que o HIV é transmitido
através do convívio com alguém que tenha o vírus, abraçando, beijando,
apertando a mão.
Esses dados ressaltam a necessidade de que sejam trabalhadas estas questões
dentro da sala de aula, mas, para isso, deverá existir uma preocupação das
autoridades educacionais e da escola, para que estes conteúdos possam fazer
parte dos currículos escolares.
É necessário que ocorra uma reestruturação do currículo na formação de
professores, a fim de que eles possam desenvolver educação em saúde na escola.
O currículo do curso que o habilita deveria possibilitar uma visão do processo
saúde/doença adequada ao contexto no qual seus alunos produzem sua
sobrevivência e, deste modo, produzem suas histórias de saúde/doença. Uma visão
de saúde que inclua suas dimensões individuais, econômicas, culturais e sociais
e não uma visão de saúde como um fenômeno estático de "completo bem-estar",
impossível de construir (9:56).
O que nos causa extrema preocupação é que o acesso à assistência pública, à
saúde e à educação, além de ser precário, não está acompanhando a evolução da
sociedade em que os adolescentes estão inseridos, tornando-os cada vez mais
vulneráveis aos riscos de contaminação pelas Doenças de transmissão sexual.
10 Conclusões
A partir deste estudo podemos observar que as DST's, HIV/AIDS não são
totalmente desconhecidas dos adolescentes, porém conhecimentos e
desconhecimentos se mesclam em suas respostas. Destacamos alguns resultados
que, neste momento, apresentam-se como os mais significativos.
O conhecimento que os jovens possuem em relação à transmissão das DST's fica
evidenciado em 95% das respostas assinaladas, nas quais relacionaram a
transmissão ao contato sexual desprotegido, e 57,9% relacionaram-na ao contato
direto com sangue. Diante desses percentuais, podemos observar que a via sexual
e a sangüínea são reconhecidas por esses jovens como transmissoras das DST's,
mas 13,3% deles desconhecem a forma de transmissão dessas doenças.
No que se refere às demais questões relacionadas às DST's, 79,9% dos
entrevistados assinalaram que estas são transmitidas através do contato sexual
sem o uso do preservativo, enquanto 20,0% desconhecem os mecanismos de
transmissão das doenças sexualmente transmissíveis.
Com referência às estratégias de prevenção do HIV, os percentuais assinalados
pelos adolescentes com maior freqüência foram o uso do preservativo, apontado
por 31,8%, e o uso individual de seringas e agulhas descartáveis ou
esterelizadas, com um percentual de 21,5%. Com isso podemos verificar que os
adolescentes conhecem como estratégia de prevenção do HIV o uso do preservativo
e o uso individual de seringas e agulhas descartáveis ou esterelizadas,
indicando resultados das estratégias de informação utilizadas pelos diferentes
seguimentos sociais.
Com esses dados e os outros utilizados na análise, podemos verificar diversas
contradições nas respostas dos adolescentes, e isso identifica a necessidade de
que sejam desenvolvidos e implantados, através das instituições governamentais
tanto em nível federal, estadual e municipal como em instituições não-
governamentais, projetos e ações para atender os adolescentes no que se refere
à prevenção e transmissão dessas doenças. Mas, para que esses projetos tenham
sucesso e não formem lacunas no conhecimento destes jovens, como vem
acontecendo até hoje, é necessário que os projetos sejam direcionados a este
público, levando em conta o meio social, político, econômico e cultural em que
estão inseridos e sempre partindo do que eles já conhecem sobre o assunto. Com
isso, seria possível atingir um certo grau de compreensão entre esse público
tão vulnerável a essas doenças.
Esses projetos e ações poderiam ser implantados de preferência no espaço
escolar, pois é aqui que a concentração desse público é maior e os trabalhos
deveriam ser direcionados às diferentes etapas da vida e não somente após o
início da vida sexual ativa, como na maioria das vezes, de forma precária,
estão sendo realizados.